«Numa caixa aberta com um metro quadrado de área, o investigador francês René Peoc’h coloca no meio um pequeno robô que, durante 15 minutos, se desloca sozinho e sem qualquer interferência no interior do perímetro.
O emaranhado dos movimentos errantes e aleatórios do robô é registado por feixes de infravermelhos.
A experiência é repetida com duas variáveis. Peoc’h põe um pequeno pedaço de cenoura crua em cima do robô e instala num dos lados da caixa um coelho cheio de fome que apenas pode espreitar para o interior do perímetro através de uma frincha com abertura suficiente para meter ligeiramente o focinho.
Os feixes de infravermelhos registam que o robô se move apenas no lado da caixa onde está o coelho - até que passa ao alcance dele, que come o pedaço de cenoura.
Na experiência seguinte, o coelho é substituído por pintainhos cheios de frio e o robô faz o seu segundo percurso com uma lâmpada que emite calor.
O trajecto do robô concentra-se no lado em que estão os pintainhos friorentos, apresentando um padrão completamente diferente do anteriormente registado pelos feixes de infravermelhos.
Os resultados surpreendentes alcançados com estas experiências científicas parecem corroborar a ideia de que há uma força do pensamento.
Esta investigação com o coelho esfomeado, os pintainhos friorentos e o robô errante constitui mais um pequeno passo dado no caminho para encontrar respostas científicas para os mistérios da mente e foi possível porque Peoc’h beneficiou de uma das bolsas de investigação científica anualmente concedidas pela Fundação Bial.»
in Expresso, no artigo «Médico sem fronteiras - Luís Portela, o presidente da Bial, quer contagiar a sociedade com os vírus da inovação, investigação e desenvolvimento»
Interessante a experiência e seus resultados, não é? E esta hipótese de que o nosso próprio pensamento (se os coelhos e pintos o conseguem, era estranho que o homem não...) possa ser uma força tão influente sobre o mundo que nos rodeia, bastante mais do que julgamos e sob aspectos ainda não explorados, dá que pensar. Não dá?
Mas, para mim, o interesse deste artigo não se resume à experiência descrita.
O facto de saber que:
- Existe neste nosso desgraçado país uma Fundação (criada por um português) que patrocina investigações científicas de grande importância, a Fundação Bial, sediada no Porto, e promove diversas iniciativas de relevo na área, nomeadamente, de dois em dois anos, o importante Simpósio «Aquém e Além do Cérebro», onde (segundo o que li nos media) têm participados cientistas de renome mundial;
- A referida Fundação tem um presidente que, como ele diz, «quer contagiar a sociedade com os vírus da inovação, investigação e desenvolvimento»
São motivos de sobra para o meu aplauso.
Artigo completo sobre a Fundação Bial no Expresso.
Nota: O Bold é da minha responsabilidade
Publicado por vmar em novembro 29, 2003 08:14 PMbem interessante...
Afixado por: Gajo em novembro 30, 2003 11:36 PMPorquê fazer links para paginas de jornal que pedem 25 euro por mês?
Não acho nada interessante. Acho assutador. A fundação Bial gastou 100 milhões de euros este ano em bolsas de investigação que pagam para que parapsicólogos argentinos estudem populações de crianças que afirmam conhecerem pessoas em vidas anteriores. A foto da página da Bial acerca das bolsas e respectivos resultados mostra uma activa cientista de bata a escrever apontamentos ao lado de um microscópio de aspecto bem profissional. Porém a diferença entre ciência e superstição é visível a olho nu.